Restaurantes
Seguramente um dos espaços mais agradáveis do Mindelo, o terraço do hotel Terra Lodge é um daqueles lugares maravilhosos para um petisco e um copo ao final da tarde, de onde não apetece sair.

Porquê São Vicente?
Viajar de outra forma, com outro sentido, outra visão e uma forma diferente de desfrutar.
Esta Ilha é diferente, este povo é especial e estas pessoas são únicas. Transmitem alegria no olhar e simplicidade no sorriso. Refletindo-se no quotidiano, nas tarefas rotineiras do dia-a-dia, onde reina a entreajuda e onde o pouco é tanto…
Naquelas rua e ruelas, entre o novo e o velho, existe sempre tempo para o outro, para ajudar, explicar, ouvir, … O tempo pára e tu cresces com cada partilha e cada historia.
Conheci São Vicente há 10 anos, intermédio do Jones (pai de um amigo), que veio para Portugal para jogar futebol e por cá formou família.
Chegamos era Dia de Carnaval, a maior festa da ilha, existia música por todo o lado e uma felicidade infinita.
Com o Jones e amigos, saímos de madrugada para uma caminhada pela cidade de Mindelo, passamos por barracas, casas por terminar, em ruas sem asfalto nem ornamentação do território, construções ao acaso, mas pessoas simpáticas e disponíveis para nos contar as suas histórias. Passamos por creches, escolas, universidades, lares de idosos, clinicas privadas, hospitais, conhecemos pessoas simples a viver as suas vidas despreocupadamente. Fomos à Baia das Gatas, mergulhamos naquela água transparente e límpida, onde do lado de lá do pontão de pedras, tínhamos a "guarda americana" (tubarões tigre). Dentro de água bebemos um shot de grogue, depois tomamos de pequeno-almoço cachupa guisada com uma cavala grelhada, acompanhada com uma cerveja "Strela Kriola".
Passados 10 ano, poderia ter ido para um hotel, regime tudo incluído, piscina… tal como pude viajar para a Indonésia, o México e tantos outros destinos que já conheci. Mas porquê "dar" dinheiro a quem já tem dinheiro, pagar por comodidade e luxos, quando os tenho diariamente.
Fui para o alojamento do Sr. Anselmo e da D. Sónia, que dispõem de quartos com casa de banho privada, e partilha dos espaços comuns. Disfrutei de um pequeno almoço caseiro, preparado com carinho, servido nos pratos e chávenas de casa, o café era preto e conservado num termo usado.
O transfere do aeroporto foi feito pelo Sr. Anderson, que além de taxista, tornou-se um guia turístico, que me respondia a todas as questões, me esclarecia dúvidas nos dias seguintes, e também nos deu o contato de um amigo para alugar um carro.
O Sr. Ailton alugou-me o carro do irmão, mudou o óleo e entrego-me a chave, sem ver os meus documentos, sem que lhe deixasse uma caução ou qualquer garantia.
No passadiço da Praia da Laginha, o guarda de trânsito interpelou-nos por nos ter reconhecido, pois uns dias antes viu-nos a caminhar pela praia de São Pedro. Enquanto desempenhava a sua função, falou connosco e explicou-nos como funcionam as forças de segurança na cidade, desde a policia de intervenção, trânsito e civil.
Na praia de São Pedro, fomos abordados pelo Vítor, que nos levou a nadar com as Tartarugas e nos mostrou a praia de búzios. Tartarugas enormes, que nadam junto a nós, uma experiência autêntica e única.
Subimos ao Monte Verde, ponto mais alto da ilha, por uma estrada estreita e de calçada. A 774 metros de altitude desfrutamos de uma paisagem de tirar o folgo, a Norte a Baia das Batas e o Calhau, a Sul a Baia de Mindelo e toda a cidade.
Em Salamansa e no Calhau, as crianças corriam pelas ruas, os adultos conversavam com os amigos e vizinhos nas portas de casa ou no degrau do vizinho. Os pescadores preparavam os barcos e as redes de pesca para o dia seguinte.
Na avenida marginal, a caminho do centro histórico, cruzei-me com pessoas disponíveis para um simples "bom dia" e um sorriso, outras que me pediam dinheiro ou algo para comer, respeitando o meu espaço e me tratando com delicadeza.
Conheci o Reginaldo, um rapaz que me pediu um caderno para a escola, levou-me a uma papelaria e lá apenas lhe dei dinheiro para que comprar o que quisesse. Em troca, ofereceu-se para ser nosso guia turístico na ilha de Santo Antão. Ofereci-lhe os bilhetes do Ferry e o almoço, e o Regi e Erick foram os nossos guias em de Santo Antão. O interior da ilha é acessível por uma estrada de calçada, estreita e ingreme, que foi construída pelos Portugueses, levou 22 anos a construir cerca de 50 km de estrada. Almoçamos uma feijoada tradicional, no restaurante do tio do Erick no Paul, e provamos o grogue e o ponche na destilaria Beth D'kinha.
A ilha esta repleta de murais, coloridos e que espelham a cultura do povo, desde a música ás tradições. Autênticas obras de arte urbana, que dão cor e vida ás paredes das ruas e bairros.
Desfrutamos de refeições deliciosas, em restaurantes locais, uns mais antigos, outros com decoração mais recente. O Peixe é delicioso, chega ao mercado pelos barcos de pescadores, desde atum, esmoregal, serra, bidion, garoupa, cavala. Bem como os mariscos, lulas, polvo, búzios, lagosta, camarão.
Almoçamos no Restaurante/Casa "Estrela", não tem agua canalizada, mas a Sra tinha um pequeno jarro com água para lavarmos as mãos, não tinha pão, mas a Sra foi comprar à padaria em frente.
Na Gelataria "Cremositos" comemos o gelado de Camoca, feito de farinha de milho torrado moído (camoca), leite condensado e natas.
Jantamos no Restaurante/Casa da Dona Timinha (Hermínia) um atum maravilhoso, temperado de forma divinal, e partilhámos historias entre casais Portugueses (de Norte a Sul) e com a sua família.
Na Livraria "Nho Djunga" ouvi uma Morna, acompanhada á viola, conheci um Português que se apaixonou pela ilha e vive lá á 10 anos, e trabalha numa empresa que faz a travessia para Santo Antão.
No Quintal das Artes, conheci um Cabo Verdiano que trabalha com material reciclado, numa oficina/barrada sem luz natural e com o chão em terra. Pedi-lhe que me fizesse pulseiras e uma corrente para os óculos, entretanto partilhou a sua historia de vida e cultural do seu povo.
Comprei grogue e uma pulseira em fibra de banana no atelier "Art D'Cretcheu", explorado por uma mulher Cabo Verdiana que ajuda os artesões locais, nomeadamente as mulheres, promovendo a sua independência e autonomia.
Tudo isto parece lindo, tudo isto foi lindo… não estava num roteiro, nem numa agência, nem num guia de viagens, e por vezes nem assinalado nas estradas ou mapas. Mas tudo isto existe, e transforma-nos em melhores pessoas, mais conscientes e a valorizar a vida a cada momento.
Porquê São Vicente? Porque não a Ilha do Sal, Boavista, Santiago?
São Vicente é a Ilha Cabo-Verdiana mais "Portuguesa" e menos Africana, é a ilha do verdadeiro significado da palavra "Morabeza". Palavra do crioulo cabo-verdiano que significa amabilidade, afabilidade e a arte de bem receber. Mais do que simples simpatia, representa a essência da hospitalidade, a generosidade e a forma calorosa e tranquila como o povo de Cabo Verde acolhe quem os visita. E que tal como a palavra "saudade" não tem tradução.
Sou Apaixonada por São Vicente, por estas gentes, este Povo, por esta simplicidade.
Não tenho palavras para descrever o que sinto quando estou na esplanada do "Caravela", a beber uma "Kriola" e a ver o pôr-do-sol na praia da Laginha e com Monte Cara como pano de fundo.
Obrigado Deus por me proporcionares tudo isto.
Seguramente um dos espaços mais agradáveis do Mindelo, o terraço do hotel Terra Lodge é um daqueles lugares maravilhosos para um petisco e um copo ao final da tarde, de onde não apetece sair.
cachupa guisada com cavala e ovos mexidos/estreladocachupa rica, com caldo, legumes e peixe ou carneCachupa é um ensopado tradicional cabo-verdiano feito com milho seco, três tipos de feijão, vegetais e linguiça, peixe ou carne. É um prato robusto e cheio de alma, servido quente como ensopado ou refrito no dia seguinte — conhecido como Cachupa...
613,45 Euros
Voo's pela TAP ou Easyjet - 235 € (2017) e 196,45 € (2026)
Visto de entrada do Pais - 55 €
ESIM - 22 € (YesSim 5 GB)
Seguro de Saude - 30 € (Intermundial)
Alojamento com Pequeno-Almoço - 275 €
Taxi Aeroporto - 20 € ida e volta
Aluguer de carro - 40 € por dia (3 dias)
Estacionamento no aeroporto em Portugal - 40€
Excursões:
. Tartarugas - 15€
. Santo Antão - 27,2€ Ferry + 80 € Tour com Guia
Combustível + portagens ida/volta aeroporto de Lisboa
Refeições - 10/15 € por refeição no restaurante
Com amigos, 2 adultos
ALUGAR CARRO AO DIA
Ailton lima +2389730474 4000$ / 36,26 €
Ângela (Jones) +238 9578081 4000$ / 36,26 €
Ruben Xama +238 9846581
Táxi Anderson Tufão +238 950 0172 10 €
Daniel +238 993 4248 13 €
ALOJAMENTO
Laginha Beach Guest House 220 € + 56€ PAL
Zona Ex-Edilter, Chá de Alecrim S/N, Mindelo
Anselmo +238 996 8602 / Sónia +238 5969515
1.º DIA
O bairro da Laginha, também conhecido como Matiota, é a zona balnear da cidade do Mindelo. É lá que fica a praia da Laginha, uma praia urbana com um vasto areal e ótimas condições para nadar nas águas tranquilas da baía, localizada a quilómetro e meio do centro histórico da cidade.
A Avenida Marginal é uma importante artéria do Mindelo, principal cidade da ilha de São Vicente. Percorre a costa da Baía do Porto Grande, ligando o centro da cidade à praia da Laginha, passando pelo porto marítimo. Uma espécie de calçadão do Mindelo!
Ao caminhar pela Avenida Marginal do Mindelo, é impossível não reparar na escultura de João Cutileiro, na Pontinha, colocada no lugar onde Gago Coutinho e Sacadura Cabral terão amarado o seu hidroavião Lusitânia em São Vicente, em abril de 1922, durante a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, ilha onde terão ficado durante 10 dias, antes de prosseguirem viagem. A crer nas palavras do periódico Expresso das Ilhas, "a passagem dos aviadores por São Vicente permanece na memória da ilha cabo-verdiana".
Datado de 1874, o edifício do Mercado Municipal do Mindelo é belíssimo, e valeria por si só a recomendação. Mas, além disso, trata-se de um excelente local para tomar contacto com os produtos cabo-verdianos e conversar com os vendedores de cestaria, produtos frescos e ervas medicinais.
É também no interior do mercado que se encontra a loja do Centro de Turismo e Economia Solidária, que organiza tours para conhecer a ilha de São Vicente
A loja do Centro de Turismo e Economia Solidária no primeiro andar do Mercado Municipal do Mindelo tem produtos feitos pelas mãos dos talentosos artesãos de São Vicente a preços acessíveis. Aí podem encontrar souvenirs únicos que realmente foram feitos em Cabo Verde.
A galeria Alternativa tem produtos "di terra", como um bom grogue ou compotas tradicionais feitas em Lagedos, Santo Antão. Além disso vendem livros e revistas nacionais.
Para quem aprecia conhecer o que fazem os artesãos locais, a loja Capvertdesign+Artesanato é um dos melhores lugares de São Vicente para tomar contacto com o trabalho dos artistas cabo-verdianos na área da decoração, incluindo todo o tipo de peças utilitárias e decorativas.
Passando por lá, aproveite e pergunte pelos produtos da Simili. Fui informado que, além das bolsas e tote bags feitas a partir das redes de pesca que recolhem na praia de Salamansa, em breve começarão a produzir candeeiros com a mesma matéria-prima.
Em suma, tendo tempo limitado, a maioria dos viajantes dará natural prioridade a outros museus, passeios ou coisas a visitar em Mindelo. Mas, podendo dedicar um dia e meio à capital de São Vicente, passe pelo Centro Cultural do Mindelo e indague sobre as exposições patentes nesse momento.
A visita ao Centro Cultural do Mindelo é gratuita.
Inaugurado em outubro de 2019, numa altura em que a morna ainda procurava ser proclamada Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO, o Mural de Cesária Évora é uma obra do artista urbano português Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils. Trata-se de uma homenagem à "Diva dos Pés Descalços", embaixadora maior da música cabo-verdiana, instalado na Praça Dom Luís – um espaço nobre do centro histórico do Mindelo.
O Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design do Mindelo, mais conhecido por CNAD, chama a atenção desde logo pela arquitetura do edifício onde está instalado. Coberto por círculos a fazer lembrar tampas de bidões, vibrantes e coloridos, marca de forma vincada a paisagem em torno da Praça Nova.
O Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD) tem por missão estimular, potenciar e fomentar o desenvolvimento das diversas linguagens artísticas, com particular destaque no artesanato e no design nacional num diálogo permanente com o extenso campo das artes visuais.
O horário oficial é de terça a sexta-feira das 10:00 às 13:00 e das 15:00 às 19:00; aos sábados nos horários 10:00-14:00 e 18:00-21:00; e aos domingos entre as 17:00 e as 21:00. A entrada custa 500 CVE por pessoa. (4,53€)
Localizado ao lado da "Torre de Belém" do Mindelo, na avenida marginal da cidade, o Mercado de Peixe é outro dos lugares que mais gostei de conhecer na capital de São Vicente.
Lá fora, um pescador amanhava o peixe acabado de pescar, rodeado por dezenas de homens à conversa. Lá dentro, as vendedoras apregoavam, à minha passagem, aquilo que tinham para vender.
Instalado numa pequena "réplica da Torre de Belém", o renovado Museu do Mar é um pequeno museu. Reabriu ao público em janeiro de 2023 e tem uma exposição muito interessante dedicada à "Roda dos Naufrágios". Eu explico.
Estrategicamente posicionado para o comércio transatlântico, entre os séculos XVI e XIX, Cabo Verde foi um "importante entreposto nas trocas comerciais entre a Europa, África e as Américas. Ora, o intenso tráfego marítimo, aliado à pirataria e ao pouco conhecimento náutico das costas e baixios dos mares de Cabo Verde fez com que muitas embarcações naufragassem nas águas do arquipélago". E é essa a história contada no Museu do Mar.
No topo do edifício da "Torre de Belém", é também possível ter uma vista privilegiada sobre o centro do Mindelo, os pescadores a amanhar peixe e toda a faixa litoral até ao porto marítimo.
O ingresso no Museu do Mar custa 200 escudos cabo-verdianos por pessoa. Está aberto de terça a sexta-feira entre as 9:00 e as 18:00, e aos sábados das 9:00 às 13:00.
Uma antiga prisão construída na ilha de São Vicente durante o período colonial está agora ocupada por um grupo de artistas e artesãos, que a transformaram no chamado Quintal das Artes.
Bem perto do Mercado de Peixe fica a Praça Estrela. É lá que se encontra o chamado Mercado de Legumes, um espaço pequeno e simples mas vibrante onde se vende todo o tipo de vegetais.
2.º DIA
Do lado mais oeste da Ilha de São Vicente encontra-se a Praia de São Pedro, especial pela forte presença da espécie de tartarugas caretta carettanas águas desta baía rodeada de montanhas. Para vê-las mais de perto, há que ir de barco uns 50 metros mar adentro e esperar que se aproximem. Atenção que, pelo menos na época em que eu fui (novembro de 2024) esta atividade não era regulada, pelo que tenho dúvidas acerca dos seus benefícios para a espécie.
As tartarugas na Baía de São Pedro são enormes, nadam mesmo perto e são muito simpáticas… estão apenas interessadas no peixe que o jovem que leva o barco lhes atira para as atrair.
Basta chegar e ir ao grupo de rapazes com botes de boca aberta - 20 €
ALMOÇAR
Segue-se pelo nordeste em direção ao Calhau, conduzindo por cenários de paisagens lunares, com uma breve paragem num pequeno conjunto de destoantes dunas perfeitas. Já no Calhau, fiz uma pequena visita ao Projeto das Tartarugas "A Caminho de Casa" que se dedica a acolher e a cuidar de tartarugas doentes até elas estarem prontas para regressar ao mar.
Norte Baía é uma pequeníssima aldeia de São Vicente, que passaria totalmente despercebida não fosse o caso de muitas das suas fachadas estarem pintadas. São vários murais coloridos, pintados à mão por artistas locais, que trouxeram alma nova à comunidade que, ao que consta, vive da agricultura, da pesca e da "quebra de pedras (para fazer estradas de paralelepípedos em toda a ilha)".
Provavelmente a estrada mais bonita da ilha de São Vicente, o trecho rodoviário que vai da Baía das Gatas à vila piscatória de Calhau atravessa paisagens lunares, com muita rocha vulcânica e múltiplos tons de castanho, dunas de areia e o omnipresente oceano Atlântico.
Fazendo a estrada atrás referida chegará à povoação de Calhau. Trata-se de uma pequena aldeia piscatória da zona de Ribeira de Calhau, na costa leste da ilha de São Vicente, cuja paisagem é dominada pela proximidade do cone do extinto vulcão Viana.
É lá que o cabo-verdiano Jorge Melo tem dedicado parte da sua vida a recuperar tartarugas marinhas em dificuldades, incluindo as que são atacadas por cães nas praias de São Vicente na altura da desova, e até tartarugas que ficam presas nas redes de pesca.
3. DIA
Do alto dos seus 747 metros de altitude, o Monte Verde é o ponto mais alto de São Vicente. Integra o chamado Parque Natural de Monte Verde, a única área protegida da ilha cabo-verdiana.
Para mim, visitar o Monte Verde permitiu conhecer uma outra faceta de São Vicente. Um lado mais verdejante. É até possível observar o cultivo em socalcos, forma utilizada para "vencer" o declive dos terrenos, tal como na região portuguesa do Douro Vinhateiro.
Miguel Durão é um agricultor de São Vicente que em 2017, com a ajuda de um projeto de turismo sustentável, reconstruiu em pedra local a sua cabana de chá, destruída dois anos antes com a passagem do furacão Fred.
É, hoje em dia, um ponto de paragem muito agradável no Monte Verde, onde pode provar chás e licores locais, bem como cuscus com mel, queijo de cabra e pastéis de milho. A cabana é ladeada por uma horta abastecida através de um sistema simples mas eficaz utilizado para a captação da água das nuvens. E, qual cereja no topo do bolo, tem um miradouro que oferece vistas deslumbrantes sobre a Baía das Gatas. Imperdível.
Dica: vá preparado com um agasalho para o vento constante e para o frio.
As pessoas pareceram-me humildes e acolhedoras, apesar das carências básicas que muitas enfrentam, como a ausência de água canalizada nas suas casas (sim, em Salamansa é preciso ir comprar água com bidões de plástico).
Não creio que Salamansa seja um destino turístico em si mesmo, mas, para quem gosta de conhecer um destino de forma um pouco mais profunda, creio que é daqueles lugares que tem de visitar em São Vicente. Até porque é lá que fica o atelier do meritório projeto Simili.
Simili é um projeto criado por Helena Moscoso, que está a viver no Mindelo há já muitos anos, que procura "fazer algo relativamente ao lixo que se acumula nas praias de São Vicente". E assim surgiu a ideia de fazer tecelagem com restos de redes de pesca velhas.
Desta forma, fabricam bolsas feitas com redes de pesca apanhadas na praia e com restos de tecidos que são recolhidos nas lojas e empresas da cidade. E é precisamente em Salamansa que está instalado um atelier onde as mulheres da comunidade tecem e costuram.
Na ilha de São Vicente, os produtos da Simili podem ser adquiridos diretamente no atelier (desde que tenham stock), na referida loja Capvertdesign+Artesanato e ainda no Centro de Turismo e Economia Solidária, sito no Mercado Municipal do Mindelo.
Neste momento, a primeira fase do projeto está em andamento e temos um atelier em Salamansa onde mulheres da comunidade aprenderam a costurar e a tecer. Agora fabricam bolsas feitas com redes de pesca que apanhamos na praia e com restos de tecidos que recolhemos nas lojas e empresas da cidade.
A tecelagem com rede de pesca é o grande diferencial das nossas bolsas que têm sido muito bem aceites. Além disso, trabalhamos também com outros materiais, como papel, madeira e plástico e criamos diferentes produtos. Temos um tangram feito em madeira de paletes, marcadores de livros de papel e temos mais produtos a caminho.
A ideia é que a Simili possa vir a ser uma empresa que utiliza apenas desperdício que, de outra forma, não é tratado em Cabo Verde. O amor pelo mar gerou esta ideia e o nome provém de um peixe que existe apenas em Cabo Verde e que se chama Pamané de Rabo Branco, cujo nome científico é Similiparma Hermani.
LANCHAR
Referência de uma das maiores manifestações culturais de Cabo Verde, a pequena povoação de Baía das Gatas recebe todos os anos, no primeiro fim de semana de lua cheia do mês de agosto, um grandioso festival internacional de música. Milhares de pessoas rumam até à praia da Baía das Gatas para desfrutarem de um animado "festival de verão" onde predominam os ritmos africanos, com grandes nomes da música de Cabo Verde e não só.
Tirando esse evento, tanto a povoação como a homónima baía natural têm pouco interesse turístico. Mas fica a referência, caso queira visitar a Baía das Gatas, conversar com os seus pescadores ou, simplesmente, conhecer o espaço onde decorre o Festival de Música da Baía das Gatas.
PÔR DO SOL
4.º DIA - Dia Livre
5.º DIA
SANTO ANTÃO
· FERRY
· Ferry ida e volta 27,2€ por pessoa Inter ilhas / Nós Ferry
Guias
· +238 9517796 Erick Silva 80 € Total com guia + almoço
Outro guias:
· +238 994 45 78 Eder do Rosário 140€ total / 81 € sem guia
· +238 957 44 72 Edson Lima 75€ por pessoa / 45 € pessoa sem guia
· +238 987 72 89 Dany Cruz
Santo Antão é uma das nove ilhas habitadas de Cabo Verde, localizada no grupo do Barlavento, a noroeste, e segunda maior do arquipélago em superfície e a terceira em população, com aproximadamente 40 km de extensão longitudinal e cerca de 20 km de largura.
De origem vulcânica, Santo Antão é a ilha mais setentrional e ocidental de Cabo Verde e a mais afastada do continente africano, pelo que o seu extremo oeste é considerado o ponto mais ocidental de África. O canal de São Vicente separa-a da ilha mais próxima, a ilha de São Vicente.
Desabitada aquando da descoberta em 1462 por Portugal, começou a ser colonizada, com pouco sucesso, em 1548. Uma cadeia de montanhas, tida durante muito tempo como intransponível, separa a ilha entre norte e sul. Os principais aglomerados populacionais são a cidade da Ribeira Grande e a cidade do Porto Novo – porta de entrada e saída de gentes e mercadorias.
O nome Santo Antão foi dado pelo navegador português Diogo Afonso que descobriu a ilha no dia 17 de janeiro de 1462, em consonância com o santo do dia da descoberta, tal como ocorreu com outras ilhas do grupo (São Vicente, São Nicolau e Santa Luzia), e de acordo com o hábito já usado nos Açores.
O Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494, entre Portugal e o Reino de Castela, e que determinou a divisão das áreas de influência dos países ibéricos, estabeleceu que cabiam a Portugal as terras «descobertas e por descobrir» situadas antes da linha imaginária que demarcava 370 léguas (1770 km) a oeste da ilha de Santo Antão, e ao outro reino ibérico as terras que ficassem além dessa linha
A colonização começou apenas em 1548. No século XVII, populações das ilhas de Santiago e do Fogo com colonos vindos do norte de Portugal fundaram a Povoação, a atual vila da Ribeira Grande na zona norte da ilha.
Cultura
A tradição ainda é uma força viva no povo santantonense e as manifestações culturais mantêm-se desde longa data.
Destacam-se as festividades do mês de junho, que reúnem na ilha milhares de pessoas. Santo António, a 13 de junho no Paul, o "son jon revoltiod", 24 de junho em Porto Novo, e ainda o São Pedro a 29 de junho em Chã de Igreja. Estas manifestações culturais que misturam o sagrado e o profano, fazem movimentar também a economia na ilha devido ao fluxo de pessoas que chegam neste mês, para viver ou reviver estas festividades.
Apesar de todas terem um elevado peso na ilha, o "son jon revoltiod", em Porto Novo, constitui uma das maiores tradições da ilha de Santo Antão, sendo elevada em 2013, a Património Cultural Imaterial à escala municipal, este evento cultural atrai pessoas de diferentes cantos da ilha e do país, para integrar da diversão dos navios, coladeiras e tamboreiros que desfilam o "Kolá San Jon" e viria a ser classificadas em novembro de 2017 como património cultural imaterial nacional.
Trata-se de uma caminhada espetacular, que começa junto à cratera vulcânica de Cova, descendo depois abruptamente o Vale do Paúl, quase sempre por entre as brumas, numa sucessão vertiginosa de curvas e contracurvas com uma inclinação estonteante. É uma violência para gémeos e joelhos, mas incrivelmente bela.
O percurso completo, incluindo uma parte final em estrada, passa ainda por pequenas aldeias como Chã de Manuel dos Santos e Chã de João Vaz, antes de terminar na Cidade das Pombas, no litoral de Santo Antão.
Mesmo que não percorra o trilho entre Ponta do Sol e Cruzinha, seria imperdoável não aproveitar a estada em Santo Antão para conhecer a aldeia das Fontainhas. Em termos mediáticos, foi uma edição espanhola da revista National Geographic que a elegeu como uma das aldeias com melhores vistas em todo o mundo, facto que lhe trouxe alguma notoriedade (e orgulho aos seus habitantes).
Ora, distinções à parte, a verdade é que Fontainhas é uma aldeia mesmo muito bonita, perdida no meio das montanhas mas com o mar em pano de fundo, numa envolvência absolutamente deliciosa. A visitar, seja durante o referido percurso pedestre (a forma ideal), seja de carro a partir da Ponta do Sol.
A estrada velha que liga Porto Novo à Ribeira Grande é uma estrada de montanha inacreditavelmente bonita. Percorre as montanhas de Santo Antão, atravessando a ilha de um lado ao outro e passando pela cratera vulcânica chamada Cova.
Ora, um dos pontos mais emblemáticos de Santo Antão fica precisamente nesta estrada. Chama-se Delgadinho e é uma curta passagem numa crista montanhosa com escarpas de ambos os lados para os vales da Ribeira da Torre e da Ribeira Grande. É uma visão imponente!
Encaixada no Vale da Ribeira Torre, um dos mais belos vales de Santo Antão, a aldeia de Xôxô oferece uma paisagem rica e verdejante. É lá que fica uma das pousadas mais procuradas da ilha, chamada Casa Xôxô (um refúgio muito bom, apesar de um pouco isolado). Mas Xôxô é Natureza, verde, água e tranquilidade.
A estrada de Porto Novo para Tarrafal de Monte Trigo é verdadeiramente espetacular. Ao longo de hora e meia, o ambiente passa de relativamente plano e verdejante para absolutamente árido e montanhoso, com múltiplos tons de castanho que proporcionam um desfile de cores estonteante.
Já bem perto de Tarrafal de Monte Trigo e com vista para o vulcão Topo de Coroa, foi instalado um miradouro num local com um ponto de vista privilegiado. Chama-se Miradouro de Campo Redondo e merece uma curta paragem para esticar as pernas e observar a estrada nova serpenteando pelas colinas acastanhadas.
Na verdade, Tarrafal de Monte Trigo é uma pequena aldeia piscatória. Tem beneficiado de um crescimento turístico gradual (há muita construção na aldeia), mas nem por isso perdeu o charme dos lugares pequenos nem as pessoas se tornaram agressivas. É um lugar para se estar e comer bem, tranquilamente, sem pressas nem compromissos.
6.º DIA
A caminhada ao Monte Cara, na ilha de São Vicente (Cabo Verde), é um percurso exigente mas recompensador. Com cerca de 8,5 km e elevação máxima de quase 530 metros, leva-o até ao topo da famosa formação rochosa que lembra um rosto humano.
Dificuldade: Difícil, devido ao terreno rochoso e íngreme.
Duração: Varia entre 3 a 4 horas (ida e volta).
Ponto de interesse extra: No lado oposto encontra-se a Praia da Fateja, uma zona rochosa isolada e selvagem que serve de piscina natural.
Dicas essenciais para o trilho:
Guias locais: Dada a exigência e a falta de sinalização, é altamente recomendada a contratação de um guia local no Mindelo para garantir a segurança.
Preparação: Leve bastante água, protetor solar e calçado adequado para piso irregular.
Um vale escondido de maravilhas onde você testemunhará como a natureza leva seu curso na criação das formações terrestres mais fascinantes. Pick up em alojamento em Mindelo Aventure-se fora de Mindelo para a nossa sonolenta aldeia de Lazaretto, esta aldeia em desenvolvimento tem algumas das maiores casas (castelos) de São Vicente; nosso infame Monte Cara dorme no que parece ser a distância próxima, também é o lar de nossa base militar, e tem algumas das gemas escondidas de São Vicente trancadas dentro; faça um passeio na aldeia, através do vale de 12 Voltas para encontrar uma de nossas gemas escondidas.
Esta aldeia em desenvolvimento tem algumas das maiores casas (castelos) de São Vicente; nosso infame Monte Cara dorme no que parece ser a distância próxima. Também é o lar de um dos parques de São Vicente onde crianças e adultos podem brincar e se exercitar.
7.º DIA - Dia Livre