São Jorge

21-01-2023

A ilha de São Jorge é a mais alongada e estreita ilha do arquipélago, mas com um relevo de grande variação. Tem uma cordilheira central caracterizada por uma alinhada sucessão de picos montanhosos. Junto ao mar, são as notáveis fajãs que a distinguem. Formações geológicas caracterizadas pelos abatimentos da escarpada falésia que as rodeia com pequenas planícies que se estendem pelo mar.

Muitas são apenas acessíveis por trilhos pedestres, ou por estradas sem pavimento, e todas têm algo em comum: acesso sinuoso, tortuoso e de natureza deslumbrante!

É também a ilha onde se produz o famoso queijo de São Jorge e uma das mais belas dos Açores. Conhecida pelas suas encostas altamente escarpadas e sobretudo pelas suas fajãs. Nelas, ao longo dos séculos o Homem construiu um impressionante património paisagístico e cultural. Adaptando as adversidades da Natureza à sua sobrevivência. 

2 Dias

O QUE VISITAR NA ILHA DE SÃO JORGE

  • Farol da Ponta dos Rosais
  • Pico da Esperança
  • Parque Florestal das Sete Fontes
  • Moinho e Piscina Natural da Urzelina
  • Fajã das Almas e Piscina Natural das Almas
  • Porto da Calheta
  • Fajã dos Vimes
  • Plantações de café na Fajã dos Vimes: Café Nunes
  • Fajã do Bodes
  • Fajã de São João
  • Cascata do Cruzal
  • Farol da Ponta do Topo
  • Fajã da Caldeira de Santo Cristo
  • Fajã dos Cubres
  • Fajã do Ouvidor
  • Piscina Natural Poça Simão Dias


PICO DA ESPERANÇA

É o ponto mais alto da ilha e alegadamente propicia uma vista fabulosa sobre as "costas do dragão", isto é, sobre o alinhamento de cones vulcânicos que constituem a cordilheira central de São Jorge.


FAROL DA PONTA DOS ROSAIS

Este farol fica situado na zona noroeste da ilha e entrou em funcionamento em 1958. Atualmente encontra-se degradado devido ao sismo de 1980, altura em que foi abandonado.

É a ponta oeste da ilha, formada por um farol abandonado, ilhéus e altas arribas, à qual se chega atravessando uma zona rural, com estradas fotogénicas a perder de vista.


PARQUE FLORESTAL DAS SETE FONTES

O Parque Florestal Sete Fontes é um parque florestal português com cerca de 50ha localizado na freguesia dos Rosais, na Ponta Nordeste da ilha, no concelho de Velas, ilha de São Jorge, arquipélago dos Açores. Este parque teve início no ano de 1962 e foi oficialmente inaugurado em agosto de 1976.


MOINHO E PISCINA NATURAL DA URZELINA

Na freguesia da Urzelina encontram-se vários Moinhos Típicos que, junto ao mar, animam com o colorido das suas pás rodando ao vento, tornando a paisagem ainda mais encantadora.

A bonita Piscina da Urzelina situa-se na freguesia com o mesmo nome, bem na aprazível costa sul da Ilha das Fajãs: a bonita Ilha de São Jorge, Arquipélago dos Açores. A Urzelina é uma pitoresca e típica freguesia com antiga tradição balnear, sendo esta piscina muito procurada por famílias e jovens, proporcionando agradáveis momentos de lazer a todos os visitantes, sendo muito frequentada por habitantes de toda a Ilha de São Jorge.


FAJÃ DAS ALMAS E PISCINA NATURAL DAS ALMAS

A Fajã das Almas situa-se no lado sul da ilha de São Jorge, na freguesia das Manadas, concelho de Velas, é também conhecida como Fajã do Calhau.

No ano de 1891, a fajã tinha 78 residentes, mas ao longo dos anos esse número reduziu tendo atualmente cerca de cinco moradores permanentes. Contudo, graças ao seu fácil acesso, o número de reconstruções tem vindo a aumentar, principalmente realizadas por emigrantes.

Esta fajã contém duas ermidas, a ermida de Nossa Senhora das Almas, situada no lugar dos Barbós, e a ermida de Santo Cristo, construída em 1876. A 9 de Setembro de 1880, a ermida de Santo Cristo sofreu um incendio, sendo a sua reconstrução promovida pelo Barão do Ribeiro e benzida a 14 de janeiro de 1882.

Integrada na área protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Fajã das Almas, corresponde a uma área terrestre com cerca de 97,1 ha, que abrange a encosta da Fajã das Almas. Nesta área encontram-se exemplares de avifauna marinha, como é o caso do garajau-rosado (Sterna dougallii), do garajau-comum (Sterna hirundo) e do cagarro (Calonectris borealis). Relativamente à flora, encontram-se espécimes de urze (Erica azorica), de faia-da-terra (Morella faya) e de pau-branco (Picconia azorica).


PORTO DA CALHETA


FAJÃ DOS VIMES

Todas as fajãs na ilha de São Jorge podem tornar-se num postal ilustrado dos Açores. Mas destacamos aqui a Fajã dos Vimes com uma particularidade que à partida ninguém ali conseguia imaginar: a única plantação de café da Europa. A pronunciada descida à fajã, por entre encostas de terra rude por desbravar, revestida por florestas autóctones e campos onde pouco parece florescer, guarda esta surpresa: as plantações de café que ali prosperam.


PLANTAÇÕES DE CAFÉ NA FAJÃ DOS VIMES: CAFÉ NUNES

O Café Nunes está localizado na costa sul da Ilha de São Jorge, na Fajã dos Vimes, com uma população de cerca de 70 pessoas e que fica na freguesia de Rica Seca no Concelho da Calheta.

O café que é servido no Café Nunes, o Café da Fajã dos Vimes, é muito conhecido por - durante muito tempo - ter sido o único café produzido na Europa. O proprietário do Café tem uma pequena plantação de café atrás da sua casa, e é lá que é produzido e preparado pela própria família.

Muitos turistas visitam a pequena fajã para conhecer o Café Nunes e provar o saboroso café, que é diferenciado por ser biológico e possuir uma textura e aroma especiais.

Além do Café Nunes, a família Nunes também é conhecida pelo artesanato. As mulheres da família fazem tecelagem tradicional e fabricam tapetes. À entrada da Fajã é possível identificar uma placa onde diz "Café da Fajã Nunes e Casa de Artesanato Nunes", as duas grandes atrações da Fajã dos Vimes.


FAJÃ DE SÃO JOÃO

Casas típicas em pedra de lavoura, com janelas de três guilhotinas e pequenas produções de agricultura de subsistência, fazem desta fajã uma das mais pitorescas da ilha.

Acessível de automóvel quase mesmo até ao seu término, a Fajã de São João, a maior fajã da costa sul do concelho da Calheta, é local de passagem obrigatória para todos aqueles que procuram tranquilidade, em paisagens de rara beleza. Também é conhecida por ser local de veraneio de algumas famílias ricas da ilha. A localização íngreme é por vezes sinónimo de tragédia, e a população da fajã já sofreu alguns dissabores, desde saqueamentos de piratas a desastres naturais.

Tem apenas 7 habitantes permanentes.

Estrada pelo que li é estreita e vertiginosa. Uns quilómetros adiante, antes de vila do topo, há um desvio até um moinho de água e à cascata do cruzal, a curta caminhada da estrada.


CASCATA DO CRUZAL


FAROL DA PONTA DO TOPO

A Ponta do Topo e toda a região oriental de São Jorge constituem a zona mais antiga da ilha, cujas formações geológicas, predominantemente de escoadas lávicas basálticas, datam desde há 1,32 milhões de anos. Esta idade traduz-se, por exemplo, na intensa alteração das formações rochosas presentes no Cais do Topo, visível pela disjunção em bolas e arenização das escoadas lávicas e nas peculiares formas de erosão marinha. O Cabeço da Forca (um dos dez cones de escórias com expressão morfológica na zona leste da ilha) está cortado pela arriba e exibe a sua estrutura interna, incluindo a rede filoniana associada. Apesar do acentuado grau de alteração das escórias, continua percetível a textura porfírica da rocha basáltica, com abundantes fenocristais de piroxena, olivina e plagioclase. O Ilhéu do Topo, de superfície aplanada, é constituído por basaltos e tufos do Complexo Vulcânico do Topo, encontrando-se separado da ilha por erosão, a uma distância de cerca de 400 metros. Este geossítio tem relevância regional e interesse científico, educacional e geoturístico.


FAJÃ DOS CUBRES

A Fajã dos Cubres, cujo nome deriva da planta chamada "cubres", com o nome científico "solidago sempervirens", produz pequenas flores amarelas, foi mais recentemente galardoada com o prémio "7 maravilhas de Portugal - Aldeias de Mar".

Estas são as principais fajãs detríticas da costa norte da ilha de São Jorge e são formadas pelos materiais resultantes de movimentos de vertente que afetaram as altas e declivosas falésias sobranceiras. De entre as 74 fajãs da ilha, estas incluem as únicas lagunas costeiras do arquipélago, separadas do oceano por cordões de cascalheiras de praia. No caso da Fajã da Caldeira do Sto. Cristo, é mantida aberta uma ligação direta entre o mar e a laguna, por ação do Homem, de modo a permitir o cultivo da amêijoa. A Fajã dos Cubres está localizada a cerca de 3 km para oeste da Fajã da Caldeira do Sto. Cristo e, tal como esta, viu incrementadas as suas dimensões na sequência de sismos, como os de 1757 e de 1980. O acesso à Fajã da Caldeira do Sto. Cristo, onde existe um Centro de Interpretação, faz-se por percursos pedestres a partir da Fajã dos Cubres ou desde a Serra do Topo, ao longo dos quais se pode desfrutar de bonitas vistas panorâmicas do litoral norte da ilha.


FAJÃ DA CALDEIRA DE SANTO CRISTO

Acessível apenas a pé, é para muitos a fajã mais bonita da ilha, graças ao envolvimento paisagístico e ao cuidado e bom gosto com que as casas foram restauradas. Atualmente é uma reserva natural protegida e, à semelhança da Fajã dos Cubres, tem uma lagoa, com a diferença de que na de Santo Cristo existe uma espécie de amêijoa única nos Açores e, ao que parece, as suas águas são mornas. Infelizmente, em 2013, o Governo Regional decretou, a título preventivo, a proibição de banhos e a apanha dos bivalves na lagoa devido à existência de microalgas, o que não o deverá demover de visitar o local. Atualmente só tem 10 moradores permanentes, por isso poderá ser o paraíso que procura para se afastar do mundo.

Como explicaremos mais adiante, há dois trilhos para lá chegar: o mais curto, a partir da Fajã dos Cubres, e o mais longo, a partir da Serra do Topo.


FAJÃ DOS CUBRES - FAJÃ DA CALDEIRA DO SANTO CRISTO (A CAMINHADA)

Forma: linear

Dificuldade: média

Extensão: 4 km (só ida)

Tempo médio: 1 hora (só ida)

É a caminhada que referimos anteriormente e a forma mais fácil de aceder à Fajã do Santo Cristo. Há acesso de carro até à Fajã dos Cubres, onde poderá estacionar facilmente junto ao local onde começa o trilho.


FAJÃ DO OUVIDOR

As fajãs do Ouvidor e da Ribeira da Areia são formadas por escoadas lávicas basálticas emitidas da cordilheira vulcânica central, que atingiram a arriba e espraiaram-se na sua base. Em conjunto com a Fajã das Pontas, são as fajãs lávicas existentes na costa norte da ilha de São Jorge. A Fajã do Ouvidor está associada a escoadas emitidas do Pico Areeiro, localizado a 3 km de distância e que se formou há cerca de 2530 anos. Esta é uma das maiores fajãs lávicas da ilha, servida de um bom porto de mar (o melhor da costa norte), que apoia algumas embarcações de recreio e de pesca. É também local de banhos, com várias poças ou piscinas naturais, sendo a maior e mais conhecida a Poça de Simão Dias. Exibe, ainda, disjunções prismáticas nas suas arribas mergulhantes e algumas grutas litorais, a maior das quais é a Furna do Lobo, com mais de 50 m de comprimento. Tal como na fajã da Ribeira da Areia, localizada a nascente da primeira, são comuns, e típicos, diversos arcos lávicos. Este é um geossítio prioritário do Geoparque Açores, com relevância regional e interesse e uso científico, educacional e geoturístico.

Apesar de ser uma das maiores fajãs da ilha e facilmente acessível de automóvel, esta fajã mantém-se bastante rural e sossegada.


PISCINA NATURAL POÇA SIMÃO DIA

A poça Simão Dias fica localizada na Fajã do Ouvidor, uma das maiores fajãs lávicas da ilha de São Jorge da costa norte da ilha. A poça Simão Dias é uma das mais emblemáticas piscinas naturais da ilha de São Jorge, considerada por muitos um verdadeiro paraíso natural. Esta poça caracteriza-se, a nível geológico, por exibir disjunções prismáticas nas suas arribas mergulhantes. Uma disjunção prismática, como a que podemos observar na poça Simão Dias, é um conjunto de grandes colunas verticais de basalto que estão relacionadas com contrações que se geram no seio das escoadas lávicas, aquando do arrefecimento e solidificação da lava.


TRILHOS: [Report] Ilha de São Jorge, Açores | Portal das Viagens

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