Pico

21-01-2023

A ILHA DO PICO é talvez a mais curiosa das nove ilhas do arquipélago. No Pico, o preto da lava que cobre 80% da ilha contrasta com o azul do mar onde vivem baleias e golfinhos (que se podem avistar de barco) e com o verde das vinhas, onde se pode desfrutar de um copo de delicioso vinho branco picaroto. Esconde o ponto mais alto do país, na sua montanha homónima, e subir até ao Piquinho atrai muitos viajantes para contemplar as vistas deste teto de Portugal. O magnetismo da montanha é tal, que o seu olhar será sempre atraído para ali. A ilha do Pico possui também o maior tubo de lava de Portugal, a Gruta das Torres, no qual se pode entrar e graças ao qual é possível compreender tudo o que vemos à superfície em todo o arquipélago dos Açores, com campos de lava e mistérios de erupções vulcânicas recentes. E, claro, o Pico tem um mar onde se pode mergulhar e refrescar-se em piscinas naturais maravilhosas.

O Pico é a segunda maior ilha do arquipélago dos Açores (logo a seguir a São Miguel), mas a quarta mais populosa. Ostenta o ponto mais alto de Portugal, o Piquinho, a 2351 metros e o terceiro ponto mais alto do Atlântico, depois do Teide nas Canárias e do vulcão Fogo em Cabo Verde, ilhas vizinhas na Macaronésia de que os Açores fazem parte. É a ilha mais jovem de todos os Açores, geologicamente, uma criança de cerca de 250.000 anos em comparação com as outras (a avó Santa Maria tem 6 milhões de anos de idade). 

3 dias

O QUE VISITAR NA ILHA DO PICO

  • Subir á montanha do Pico
  • Casa da Montanha
  • Maior tubo lávico de Portugal: Gruta das Torres (necessário agendar visita)
  • Moinho do Frade
  • Paisagem Natural das Vinhas da Criação Velha
  • Estrada das Lagoas (Capitão, Negra, Landroal, Rosada, etc.)
  • Museu dos Baleeiros em Lajes do Pico
  • Miradouro do Cabeço do Geraldo
  • Farol da Ponta da Ilha
  • Museu do Vinho da Ilha do Pico
  • Cella Bar
  • Paisagem Natural das Vinhas do Cachorro
  • Arcos vulcânicos e falésias de lava do Lajido
  • Porto do Calhau
  • São Roque do Pico

PAISAGEM NATURAL DAS VINHAS DA CRIAÇÃO VELHA e MOINHO DO FRADE

Minho de vento giratório datado do século XX, a apresentar uma base troncocónica em pedra e um corpo giratório e uma cobertura em madeira revestidos a chapa metálica. No interior, conserva ainda o mecanismo de moagem.

CRIAÇÃO VELHA- PR05 PIC: Rota linear através das vinhas do património da Unesco. É um percurso muito fácil, praticamente plano, quase sempre junto ao mar e entre as vinhas. Passa-se por piscinas naturais e um moinho fotogénico que se pode subir para obter uma melhor visão. É ideal para ir num dia limpo para se conseguir ver o pico. São quase 7 km e leva cerca de 2 horas com calma e paragem para fotografias.

https://trails.visitazores.com/pt-pt/trilhos-dos-acores/pico/vinhas-da-cria%C3%A7%C3%A3o-velha

LAJIDO DA CRIAÇÃO VELHA E LAJIDO DE SANTA LUZIA

A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico é Património Mundial da UNESCO, desde 2014. As vinhas estão plantadas de forma curiosa: isoladamente, entre muros baixos (currais), para ficarem protegidas dos ventos e da água do mar. Essa paisagem da cultura da vinha ocupa uma área total de 987 hectares, envolvida por uma "zona tampão" com 1.924 ha. Vinhas no Pico -

Os dois locais mais emblemáticos são: o Lajido da Criação Velha e o Lajido de Santa Luzia, que estão implantados em campos de lava e, por isso mesmo, têm uma grande diversidade em fauna e flora. É mesmo um local único, com uma manta de retalhos de pedras que foi criada há muitos séculos.


SUBIR AO PONTO MAIS ALTO DE PORTUGAL

Subir à Montanha do Pico: Informação & Guias para uma grande aventura | atiPICO | Açores (atipicoazores.com) - 55€

  • https://atipicoazores.com/pt2#subida-diurna

Certamente uma das razões que atrai mais pessoas para a ilha do Pico, é a subida aos 2351 metros da montanha mais alta de Portugal.

Nomenclatura da ilha: o Pico é a ilha; a montanha do Pico, a montanha; e o pico da montanha, o Piquinho.

O "Piquinho" - o ponto mais alto da montanha do Pico - é, com os seus 2351 metros, o ponto mais alto de Portugal. Para lá chegar, é preciso passar por 47 marcos (estacas de madeira), uns mais difíceis do que outros devido à orografia ou ao declive do terreno. Trata-se na realidade de uma subida de 1121 metros desde a Casa da Montanha (que fica a 1230 metros acima do nível do mar e de onde se inicia) até ao Piquinho a 2351 metros, um total de 8 km (4 km para cima e 4 km para baixo) de terreno rochoso vulcânico difícil, em algumas partes escorregadio e íngreme, entre rocha e pedras vulcânicas soltas, para a qual uma boa condição física é importante.

Há uma capacidade máxima de subida e descida de 320 pessoas por dia, 160 pessoas de cada vez, pelo que se deve reservar a subida com antecedência (o mais cedo possível, especialmente se for em época alta) na Casa da Montanha. Este ponto de passagem obrigatório antes de iniciar a subida visa dar-lhe informações, recomendações e regras, registar e controlar quem faz a subida e descida da montanha e dar-lhe um GPS, essencial para um possível salvamento.

COMO CHEGAR AO PIQUINHO: COMO SUBIR A MONTANHA DO PICO

Subida Diurna: sobe e desce durante o dia. Normalmente começa entre as 7:00 e 8:30 da manhã. Duração aproximada: 8 a 9 horas.

O caminho, sempre sobre rocha vulcânica, pode ser bastante escorregadio e não esquecer que é o mesmo para subir e descer, exceto num pequeno trecho que tem duas variantes (a descida parece muito dura, pior do que a subida): há momentos em que as mãos têm de ajudar os pés e outros em que os bastões são os nossos melhores amigos. Para saber quando utilizar as mãos e quando utilizar os bastões, os inputs do guia são essenciais.

As condições climáticas nas montanhas são mais duras do que ao nível do mar: é mais frio (cerca de 10º menos) e se houver sol, não há sombra. Além disso, as condições meteorológicas podem mudar drasticamente durante a subida ou descida (vento, chuva, nevoeiro), tornando o percurso mais difícil. O guia já fez a subida e descida em várias condições meteorológicas e saberá como ajudar a fazê-lo da melhor maneira possível, mental e fisicamente.

Mesmo alguém com experiência de alpinismo não conhece as peculiaridades desta montanha e os truques do guia que conhece a montanha como a palma da sua mão.

Se o fizer com um guia, receberá muitas outras informações sobre a flora e fauna endémica e sobre a história da ilha que não aprenderia se fosse por sua conta.

RECOMENDAÇÕES E REGRAS DE CONDUTA

Na Casa da Montanha (caso vá sozinho) ou o seu guia (caso faça o percurso com um guia certificado) dar-lhe-á um briefing e um GPS que levará na sua mochila. O GPS é muito importante (nunca o tire da sua mochila) porque no caso de algo correr mal e não conseguir terminar o percurso sozinho, com o GPS pode comunicar e pedir para ser resgatado. Tenha cuidado! Os resgates não são feitos de helicóptero como pode imaginar, é um grupo de bombeiros voluntários que sobem com o equipamento e o trazem a pé. Além disso, não sai barato e se violou alguma das regras, terá de pagar o resgate do seu próprio bolso... Tenha também em mente que não há "sinal" ou comunicação dentro da cratera, portanto, se passar a noite e quiser comunicar, terá de sair da cratera para obter rede/sinal.

É expressamente proibido recolher ou destruir espécies vegetais ou formações geológicas; deixar qualquer tipo de desperdício na montanha; sair da rota marcada; interromper a tranquilidade do local; fazer fogueiras; utilizar bicicletas ou qualquer veículo motorizado; praticar desportos que possam perturbar a ecologia e geologia da montanha ou qualquer ato que perturbe o equilíbrio ecológico do local; e acampar, exceto para passar a noite na cratera com pagamento prévio e autorização da Casa da Montanha.

IMPRESCINDIVEL: O QUE DEVE LEVAR NA SUA MOCHILA?

  • Botas de trekking. Se puder ser botas, melhor que ténis, já que protege também os tornozelos
  • Corta-ventos impermeável
  • Calças confortáveis
  • Sweatshirt
  • Gola protetora de Pescoço
  • Meias (um par sobressalente)
  • Boné, o sol é muito forte
  • Bastões: se o fizer com um guia certificado, pergunte antecipadamente se têm bastões disponíveis para levar consigo, pois por vezes, devido à inexperiência, os bastões que temos não são os mais adequados
  • Uma garrafa de água para levar água consigo em qualquer altura
  • Protetor solar
  • Nunca tire o GPS que obtém na Casa da Montanha da sua mochila.

Nível de Dificuldade Randomtripper: difícil. Embora sejam "apenas" 8 km no total, 4 km de subida e 4 km de descida, é um percurso difícil devido ao terreno de pedra vulcânica, por vezes escorregadio, devido também à inclinação (especialmente a inclinação de 40º antes de atingir o Piquinho quando o cansaço já é muito) e também devido ao peso sobre os joelhos quando desce. É essencial levar bom calçado, casaco e, na nossa opinião, fazê-lo com um guia certificado.

GRUTA DAS TORRES

O Centro de Interpretação Gruta das Torres onde se encontra o maior tubo de lava em Portugal é uma visita essencial para compreender a origem das ilhas dos Açores em geral e da ilha do Pico em particular, uma vez que tudo o que aprender no interior da gruta, o ajudará a compreender o que está a ver na superfície, na ilha do Pico e nas outras ilhas açorianas. Basicamente, a visita à Gruta das Torres prepara-o para o que verá na superfície, na sua viagem, na ilha do Pico. Por esta razão, recomendamos-lhe que faça esta visita como um dos seus primeiros planos na ilha.

A entrada e saída do maior tubo de lava em Portugal é através das escadas da "algar da ponte".

Existem mais de 100 grutas na ilha do Pico (quase tantas como em todas as outras ilhas juntas) e a Gruta das Torres, com uma extensão de 5150 metros, é a que pode ser visitada na ilha (e de uma forma muito respeitosa do seu ambiente) e ver a pegada deixada pela lava quando esta foi criada.

Dentro da Gruta das Torres

Ao chegar ao centro, há uma apresentação prévia, muito interessante, sobre a origem dos Açores em geral e da ilha do Pico em particular, sobre como se formam estas grutas e sobre tudo o que está prestes a conhecer na primeira pessoa.

Sala onde é feita a introdução ao que está prestes a conhecer, Gruta das Torres

Após a introdução e explicação do guia, colocará o capacete na cabeça e a tocha na mão e descerá até à profundidade máxima de 22 metros deste monumento natural, escavado por uma erupção vulcânica e preservado como foi encontrado por um agricultor no século XIX, e percorrerá os 500 metros da secção visitável.

Uma vez lá dentro, observará estalagmites e estalactites de lava (conhecidas como dentes de tubarão devido à sua forma triangular) e aprenderá sobre a geologia e atividade vulcânica da ilha com as 4 erupções recentes batizadas como mistérios (o Mistério de Santa Luzia, Mistério de São João, Mistério da Silveira, Mistério da Prainha).

Verá também que existe um ecossistema único lá em baixo, com fungos e bactérias que se assemelham a ouro a revestir as paredes da caverna e até encontrará uma garrafa de vinho,o vinho Gruta das Torres de Picowines, envelhecido ali para aproveitar as condições únicas da gruta.

A visita ao centro de interpretação Gruta das Torres é guiada, prévia reserva e em grupos restritos. Está aberto de terça-feira a sexta-feira das 10:00h às 17:00h e sábados e feriados das 14:00h às 17:30h. Fechado aos domingos e segundas-feiras. A visita dura entre 60 e 90 minutos, em grupos limitados de 4 a 15 pessoas no máximo, e deve ser reservada com antecedência pelo telefone +351 924 403 921. O preço de entrada é de 8 euros. É melhor usar algo impermeável e sapatos com boa aderência (antiderrapantes), pois caminha-se pela caverna e o terreno é irregular e escorregadio em algumas áreas.


ESTRADA DAS LAGOAS (Capitão, Negra, Landroal, Rosada, etc.)

O trilho das Lagoas é uma viagem pelo interior da ilha, no seu estado mais puro, iniciando-se na Estrada Transversal, junto a uma casa dos Serviços Florestais, e terminando na freguesia da Ribeirinha.

Ao longo do percurso que serpenteia por entre um grande alinhamento de pequenos vulcões, terá oportunidade de descobrir as lagoas do Caiado, Seca, do Peixinho, do Paúl, entre outras. Passará também em zonas de pastagem de altitude.

Nesta zona, encontrará turfeiras altas ativas e turfeiras de coberta (Sphagnum spp., Eleocharis multicaulis e Juncus spp.), azevinho (Ilex azorica) e cedro-do-mato (Juniperus brevifolia). Ao nível da fauna, encontrará estrelinhas (Regulus regulus inermis), melros (Turdus merula azorensis), galinholas (Scolopax rusticola), entre outras.

Este percurso está inserido na Área de Paisagem Protegida da Zona Central e no geossítio prioritário Planalto da Achada do Geoparque Açores - Geoparque Mundial da UNESCO, passando ainda pela Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Lagoa do Caiado e pela Reserva Natural do Caveiro.

MUSEU DOS BALEEIROS EM LAJES DO PICO

O Museu dos Baleeiros nas Lajes do Pico, o único em Portugal especializado na baleação artesanal, estacional e costeira, e o mais visitado dos Açores, em complementaridade com o Museu da Indústria Baleeira, assume-se como a única estrutura museológica da Região com potencial para se tornar um espaço privilegiado de explicação global da baleação açoriana.

O edifício do museu, cuja área coberta ronda os 2000m2, é constituído por: um conjunto de três Casas de Botes Baleeiros do séc. XIX, complementado por uma tenda de ferreiro, anexa, integrada num novo corpo edificado - fortemente marcado por uma arquitetura de inspiração baleeira norte-americana - que alberga um arquivo e uma biblioteca especializada na temática baleeira; uma área, destinada à receção e loja de vendas, à Galeria de Exposições Temporárias, aos Serviços Educativos, ao Arquivo Fotográfico, à Direção e aos Serviços Técnicos e Administrativos; um Auditório, modernamente equipado.

MIRADOURO DO CABEÇO DO GERALDO

Miradouro localizado num espaço amplo, em altitude, a providenciar vistas privilegiadas sobre as encostas recortadas e verdejantes da orla sul da Ilha do Pico e sobre a vastidão do Oceano.

FAROL DA PONTA DA ILHA

Este farol começou por figurar no Plano Geral, aprovado em 1883, prevendo a instalação de um aparelho de 2ª ordem, produzindo um clarão de luz branca.

Com o estabelecimento do mesmo, concordava também o conselheiro José de Ávila, no seu relatório elaborado em 1891.

A comissão de 1902, diferia desta proposta e propunha: "a comissão propõe a instalação na Ponta da Ilha de um aparelho de 3ª ordem, pequeno modelo, mostrando 4 clarões brancos de 10 em 10 segundos".

Contudo, só em 1942 se deu inicio à materialização do projetado farol, com a compra de mil metros quadrados de terreno, pelo preço de 200$00.

O orçamento para a construção do edifício, elaborado nesse mesmo ano, era de 231.632$81.

O empreiteiro da obra foi Manuel Nunes Rosa.

O farol da Ponta da Ilha entrou em funcionamento em 21 de julho de 1946. Tem uma torre com 19 metros de altura e 29 metros de altitude. Inicialmente foi equipado com um aparelho de 5ª ordem (187,5 mm distância focal), que tinha sido retirado do farol da Serreta; a fonte luminosa era a incandescência pelo vapor de petróleo e tinha como reserva um candeeiro de nível constante.

Em 1957 foi construída uma casa para os motores pela quantia de 60.400$00.

O farol foi eletrificado em 1958 através da montagem de grupos eletrogéneos, passando a fonte luminosa a ser uma lâmpada de incandescência elétrica de 3000 W.

Em 1959 o farol ficou ligado por estrada à povoação.

Devido ao péssimo estado em que se encontrava, a ótica foi substituída em 1960 por outra de igual modelo que tinha sido retirada do farol da Amêijoa.

Em 1987 foi substituído novamente o aparelho ótico por um equipamento mais moderno de óticas seladas, montadas num pedestal rotativo com reserva de alimentação e fonte luminosa incorporada (sistema PRB-46).

O farol foi eletrificado com energia da rede pública em 1993.

Em 31-03 2006 foi substituído o sistema PRB - 46 pelo BGA - 600 ODA 200.​


MUSEU DO VINHO DA ILHA DO PICO

A criação do Museu do Vinho, na Vila da Madalena, deve ser entendida como uma inevitabilidade histórica. A organização de um museu subordinado à temática da vinha identifica-se com a principal atividade económica exercida pela comunidade que ocupou este território, desde o seu povoamento. Na Madalena reúnem-se, de facto, várias condições favoráveis para se construir um museu de memórias e tecnologias agrícolas associadas ao vinho, quer pela extensão e expressão da vinha que domina a paisagem, quer pela existência de um espaço que, durante séculos, foi dedicado ao fabrico do vinho: as instalações agrícolas que pertenceram ao Convento do Carmo - magnífico imóvel, dos sécs. XVII-XVIII, mansão de veraneio dos frades carmelitas sedeados na cidade da Horta -, símbolo arquitetónico da fase opulenta do Ciclo do Vinho Verdelho, na ilha do Pico.

PAISAGEM NATURAL DAS VINHAS DO CACHORRO

ARCOS VULCÂNICOS E FALÉSIAS DE LAVA DO LAJIDO

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